A arrecadação tributária administrada pela DNIT, a autoridade tributária paraguaia, multiplicou-se por 4,6 nos últimos 15 anos, passando de G. 5,31 trilhões em 2010 para G. 24,39 trilhões em 2025. O crescimento acumulado no período foi de 358,9%, com uma taxa média anual próxima a 10,7%.
O maior aumento anual da série histórica ocorreu em 2014, com alta de 24,1%, seguido por um avanço notável de 21,3% em 2024. Em 2025, o crescimento foi mais moderado, de 5,7%, enquanto 2020 registrou o menor incremento, de apenas 0,3%, reflexo da contração econômica durante a pandemia.
A estrutura de arrecadação permanece altamente concentrada em dois tributos. O Imposto sobre Valor Agregado (IVA) foi o principal contribuinte, respondendo por 52,8% do total em 2025, com G. 12,88 trilhões. O Imposto de Renda Empresarial (IRE) ficou em segundo lugar, com 34,6% do total, equivalente a G. 8,44 trilhões. Juntos, IVA e IRE representaram 87,4% de toda a arrecadação.
O IVA manteve-se como a principal fonte de receita ao longo de toda a série, com um crescimento acumulado de 342,4% desde 2010. Somente entre 2024 e 2025, sua arrecadação avançou 12,3%. O IRE, presente nos dados desde 2020, teve seu aumento mais recente de 1,9%.
Entre os demais tributos, o Imposto sobre Dividendos e Utilidades (IDU) ocupou a terceira posição em 2025, com G. 1,60 trilhão e participação de 6,6%, porém com uma queda de 7,5% em relação ao ano anterior. O Imposto de Renda Pessoal (IRP) registrou alta de 16,6%, somando G. 587,6 bilhões, e o Imposto Seletivo ao Consumo (ISC) aumentou 16,7%, alcançando G. 560,7 bilhões.
Até 30 de junho de 2026, a arrecadação acumulada pela DNIT foi de G. 14,37 trilhões, equivalente a 58,9% do total de 2025. Os dados parciais confirmam a continuação da concentração da receita tributária no IVA e no IRE.
