O ataque violento ao Posto Policial Nº 4 na colônia Naranjito, no distrito de Ybyrarobaná, gerou versões conflitantes sobre a autoria e os motivos. O intendente municipal, César Machuca, do Partido Colorado (ANR), rejeitou a existência de cultivos de maconha na região e afirmou que não há evidências que liguem o ataque a narcotraficantes, classificando como irresponsável atribuí-lo a estruturas criminosas sem provas concretas. Machuca declarou ter conversado com o ministro do Interior, Enrique Riera, que se comprometeu a reforçar o efetivo policial e os trabalhos de inteligência para capturar os responsáveis.
Em contraponto, o ministro da Defesa, general Óscar González, apresentou uma análise de balística que, segundo ele, vincula o ataque ao Exército do Povo Paraguaio (EPP) e a narcotraficantes. A conclusão baseia-se na identificação de um cartucho de calibre 5.56, supostamente utilizado pelo EPP em um ataque anterior em 2025, e outro de calibre 7.62, associado ao crime organizado em um confronto de 2020. González afirmou que isso confirma que o EPP perdeu sua "pureza ideológica" e agora opera com traficantes.
Uma terceira versão foi apresentada pelo ex-deputado Julio Colmán, que desvinculou completamente o EPP do episódio. Segundo sua narrativa, o ataque seria uma represália de uma organização narcotraficante devido a um suposto desvio de 50 quilos de cocaína. Colmán alegou que policiais teriam retido um cargamento de drogas, que foi posteriormente devolvido após um pagamento, mas com uma quantidade faltante, o que teria motivado a ação violenta. O ex-parlamentar ainda acusou o posto policial de operar em um esquema de cobrança para permitir a passagem de carregamentos ilegais rumo ao Brasil, citando como exemplo um grande carregamento de maconha interceptado em Salto del Guairá que teria partido de Villa Ygatimí.
