O consumo de energia elétrica no Paraguai registrou um aumento acumulado de 18,2% nos primeiros sete meses de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A demanda nacional no mês de julho atingiu 2.587.086 MWh, representando um crescimento interanual de 17,5% frente aos 2.201.666 MWh de julho de 2025.
Para atender a esse volume, o sistema dependeu principalmente das usinas hidrelétricas. Itaipu Binacional foi a maior fornecedora, com 2.273.105 MWh, seguida pela Entidade Binacional Yacyretá, com 236.191 MWh, e pela Central Acaray, com 77.584 MWh. A Central Térmica de Bahía Negra contribuiu com 178 MWh.
Julho também marcou um marco estratégico com a incorporação formal da nova usina fotovoltaica de Puerto Esperanza, no departamento de Alto Paraguay. A instalação injetou aproximadamente 28 MWh no sistema, iniciando oficialmente a integração de energia solar à matriz energética nacional.
Diante do crescimento sustentado da demanda, a Administração Nacional de Eletricidade (ANDE) afirmou que avança na execução de obras de infraestrutura e no planejamento estratégico para garantir a estabilidade do fornecimento. A instituição destacou a necessidade de acompanhar o ritmo de consumo da população e do setor produtivo.
O rápido aumento reacendeu o debate sobre a capacidade das redes de transmissão e distribuição para evitar colapsos durante os picos de consumo, conforme apontou a análise do cenário energético.
