O Senado aprovou pedidos de informação ao Banco Central do Paraguai sobre as operações e a expansão do Ueno Bank, em meio a questionamentos sobre depósitos públicos, possíveis conflitos de interesse e rivalidades políticas envolvendo a instituição e o Banco Basa.
Ueno
Cobertura da Pytagua mencionando Ueno.
A greve docente paraguaia marcada para 17 e 18 de setembro contesta o projeto orçamentário de 2027, que exclui reajustes e reivindicações acordadas, enquanto senadoras Blanca Ovelar e Celeste Amarilla divergem sobre as causas da crise educacional, os resultados da avaliação internacional PISA 2025 aplicada a 6.507 estudantes, o programa Ñe’ẽry, que recebeu US$ 12 milhões em 2023, e críticas à formação e à meritocracia, ao mesmo tempo que Amarilla teme o retorno de crises bancárias e cita Banco Atlas e Ueno, banco digital paraguaio.
Santiago Peña afirmou que não há rompimento com Horacio Cartes, atribuiu as críticas às eleições municipais, defendeu esclarecimentos sobre o pedido de informações ao Banco Central envolvendo o Ueno Bank e pediu continuidade do diálogo com médicos que ameaçam uma greve em 21 e 22 de setembro.
O Senado do Paraguai enviou ao Banco Central 31 perguntas sobre operações do Ueno Bank e a supervisão exercida, incluindo transações com empresas ligadas ao Grupo Vázquez, a venda de uma carteira de US$ 35 milhões e possíveis medidas corretivas, com prazo de 15 dias para resposta.
Segundo os organizadores, o 3º Fórum Tecnológico Taiwan-Paraguai, marcado para 11 e 12 de setembro no Banco Central do Paraguai, em Assunção, reunirá especialistas para discutir aplicações da inteligência artificial em áreas como indústria, agricultura, saúde, energia, logística, finanças, cibersegurança e governo digital, com participação gratuita mediante inscrição prévia.
O Congresso paraguaio iniciou a análise do PGN 2027, estimado em G. 166,3 trilhões e com saúde entre as prioridades, enquanto o Senado prepara pedidos de informações ao Banco Central sobre o Ueno Bank e parlamentares negociam reivindicações salariais de médicos.
A Câmara dos Deputados do Paraguai voltará a analisar um projeto que pode permitir o cálculo separado de diferentes produtos financeiros de uma mesma instituição, enquanto as aplicações do IPS no Ueno Bank superaram o limite legal indicado nas fontes.
O índice de solvência do Ueno Bank poderia cair de 12,4% para cerca de 6,12% no fim de 2025 caso fossem descontados G. 876,7 bilhões investidos na UPay e na Wepa, abaixo do mínimo legal de 8% para o capital de nível 1.
Senado do Paraguai investiga se o IPS obriga segurados, aposentados e pensionistas a abrir contas no Ueno Bank para receber empréstimos, após denúncia de possível monopólio e concentração de ₲ 5,1 trilhões em fundos estatais na instituição.
O Ueno Bank ampliou seus depósitos públicos no Paraguai para US$ 862 milhões em julho, captando US$ 52 milhões em um mês e gerando debate sobre limites para recursos estatais em instituições financeiras, enquanto nega irregularidades e rebate críticas sobre seus investimentos e ativos intangíveis.
O Ueno Bank declarou em 2025 ativos intangíveis relacionados a sistemas de software cujo valor contábil é cerca de três vezes superior ao registrado conjuntamente por outros nove grandes bancos do Paraguai. A dimensão incomum desses valores levantou questionamentos no setor financeiro. Segundo o deputado Mauricio Espínola, a associação bancária paraguaia Asoban também teria procurado o Banco Central para tratar do assunto.
O Banco Nacional de Fomento deixou detalhes técnicos para etapas posteriores na licitação de 135,853 bilhões de guaranis para um novo core bancário. O ABC Color alegou possível favorecimento ao Grupo Vázquez, mas o registro oficial da DNCP não comprova essa acusação.
O Ueno Bank, controlado por ex-sócio do presidente Santiago Peña, teve em junho o dobro de seu patrimônio líquido em fundos públicos, valor que excede os limites legais, enquanto o IPS não cumpriu a promessa de retirar os depósitos e o banco ainda liquida uma pesada dívida herdada do extinto Visión Banco.
O IPS, maior detentor de fundos públicos no sistema bancário paraguaio, estuda investir no exterior após saturar seu limite legal de investimentos no setor.
O governo de Santiago Peña usou recursos de Itaipú e Yacyretá para financiar campanha publicitária em veículos aliados durante a Copa do Mundo, segundo denúncia da senadora Yolanda Paredes.
O senador colorado Carlos Liseras admitiu graves e antigas falhas no IPS, atribuindo-as a gestões passadas, mas evitou comentar as acusações de favorecimento ao Banco Ueno, do qual o presidente Santiago Peña foi sócio.
O IPS enfrenta uma crise multifacetada com denúncias de desvio de fundos para o Ueno Bank, falta crônica de medicamentos, turbulência interna e pressão no Congresso, que debate um projeto de emergência.
O Grupo Vázquez, cujo principal banco recebeu bilhões em depósitos públicos do IPS, expandiu-se rapidamente durante o governo Peña, enquanto o banco defende a legalidade das operações.
Créditos irrecuperáveis no sistema bancário paraguaio preocupam, com BNF liderando (3,16%) e Ueno Bank em segundo (2,74%), embora a maioria dos bancos mantenha mais de 90% dos empréstimos na categoria de solvência adequada.
O senador opositor Rafael Filizzola acusa o governo Peña de descontrole e impunidade em casos de corrupção, citando como exemplos o depósito irregular de fundos do IPS no Ueno Bank, a suposta leniência com o ex-titular da Seprelad Óscar Boidanich, o arquivamento de denúncias sobre a Itaipú e a absolvição do presidente em investigação patrimonial.
O sistema financeiro paraguaio enfrenta uma crise de segurança marcada por ataques digitais que esvaziaram contas e empréstimos fraudulentos, além de assaltos violentos a agências bancárias, incluindo explosões em Santa Rita, Alto Paraná, com possível envolvimento de agentes de segurança.
O crédito de consumo no Paraguai cresceu 42% até maio, atingindo G. 35,52 bilhões, enquanto o FMI alerta para riscos de sobreendividamento, especialmente entre famílias de menor renda.
O diretor do IPS admitiu que o Ueno Bank excede o limite legal de concentração de fundos previdenciários, o que foi classificado como "ridículo" por um senador da oposição que pediu investigação, enquanto o presidente Santiago Peña negou a violação e criticou a divulgação do caso.
O senador Rafael Filizzola cobrou explicações do presidente do IPS, Isaías Fretes, sobre o envio de bilhões de guaranis dos fundos previdenciários ao banco Ueno, ligado a um ex-sócio do presidente Santiago Peña, após o afrouxamento de regras que reduziram exigências de segurança financeira para a instituição.