O Grupo Vázquez, cujo principal banco recebeu bilhões em depósitos públicos do IPS, expandiu-se rapidamente durante o governo Peña, enquanto o banco defende a legalidade das operações.
Ueno
Cobertura da Pytagua mencionando Ueno.
Créditos irrecuperáveis no sistema bancário paraguaio preocupam, com BNF liderando (3,16%) e Ueno Bank em segundo (2,74%), embora a maioria dos bancos mantenha mais de 90% dos empréstimos na categoria de solvência adequada.
O senador opositor Rafael Filizzola acusa o governo Peña de descontrole e impunidade em casos de corrupção, citando como exemplos o depósito irregular de fundos do IPS no Ueno Bank, a suposta leniência com o ex-titular da Seprelad Óscar Boidanich, o arquivamento de denúncias sobre a Itaipú e a absolvição do presidente em investigação patrimonial.
O sistema financeiro paraguaio enfrenta uma crise de segurança marcada por ataques digitais que esvaziaram contas e empréstimos fraudulentos, além de assaltos violentos a agências bancárias, incluindo explosões em Santa Rita, Alto Paraná, com possível envolvimento de agentes de segurança.
O crédito de consumo no Paraguai cresceu 42% até maio, atingindo G. 35,52 bilhões, enquanto o FMI alerta para riscos de sobreendividamento, especialmente entre famílias de menor renda.
O diretor do IPS admitiu que o Ueno Bank excede o limite legal de concentração de fundos previdenciários, o que foi classificado como "ridículo" por um senador da oposição que pediu investigação, enquanto o presidente Santiago Peña negou a violação e criticou a divulgação do caso.
O senador Rafael Filizzola cobrou explicações do presidente do IPS, Isaías Fretes, sobre o envio de bilhões de guaranis dos fundos previdenciários ao banco Ueno, ligado a um ex-sócio do presidente Santiago Peña, após o afrouxamento de regras que reduziram exigências de segurança financeira para a instituição.
O departamento de Alto Paraná se consolidou como principal palco de megaassaltos no Paraguai nos últimos doze anos, com organizações criminosas adotando táticas paramilitares do "Nuevo Cangaço", incluindo o ataque mais recente em Santa Rita, onde cerca de 20 criminosos roubaram aproximadamente 3 bilhões de guaranís de bancos e casas de câmbio.
Um grupo de cerca de 20 homens fortemente armados atacou simultaneamente quatro entidades financeiras em Santa Rita, no departamento de Alto Paraná, usando explosivos para esvaziar os cofres de dois bancos, rendendo quatro policiais e incendiando veículos durante a fuga, com as autoridades investigando a possível participação de uma estrutura criminal integrada por paraguaios e brasileiros, sem descartar a atuação do PCC.
A Expo Paraguay ARP 2026 será realizada de 11 a 26 de julho no prédio da Rural, em Assunção, com cerca de 200 empresas expositoras, programação que inclui shows, feira de empregos, exposição de gado e atividades gastronômicas e artísticas.
O OTP Bank investiu US$ 47 milhões na U Holdings, controladora do ueno bank, tornando-se principal acionista com 9,99% e parceiro estratégico do banco digital paraguaio.
Até abril de 2026, bancos, financeiras e o Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) concentravam aproximadamente 80% dos G$ 8,5 trilhões em Bonos del Tesoro (BOTES) em circulação no Paraguai, com o FGD liderando a lista seguido pelo Itaú.
Bancos paraguaios acumularam lucro de US$ 302 milhões no primeiro quadrimestre de 2026, um crescimento de 5,8% em relação ao mesmo período de 2025, liderados pelo Banco Continental.
A carteira de investimentos do IPS atingiu G$ 20 trilhões em março de 2026, com mais da metade dos recursos concentrada em instrumentos emitidos por bancos e entidades financeiras locais.
Planilhas oficiais do Ministério da Economia e Finanças (MEF) revelam que o Ueno Bank, ligado a ex-sócios do presidente Santiago Peña, aumentou em mais de US$ 102 milhões seus depósitos estatais em moeda estrangeira entre dezembro de 2025 e abril de 2026, aproveitando a desvalorização do dólar no mercado local. Os recursos incluem fundos do Instituto de Previsão Social (IPS).
O saldo total de cartões de crédito no sistema bancário paraguaio ultrapassou G. 6,6 trilhões (cerca de US$ 1,1 bilhão), com crescimento anual de 30,6%, triplicando o ritmo da economia. A inadimplência atinge 7,9% nas faixas de crédito médio-baixo, enquanto o governo considera a inflação controlada, contrastando com a realidade dos consumidores.