Levantamento lista 21 dirigentes da ANR com condenações e processos em diferentes etapas judiciais

Levantamento da COAPY e da Somos Anticorrupción Py reúne 21 dirigentes da ANR: seis condenações definitivas, cinco sentenças recorríveis e dez casos sem condenação definitiva. A lista classifica como firme a condenação de Erico Galeano, embora registre uma ação de inconstitucionalidade pendente.

Levantamento lista 21 dirigentes da ANR com condenações e processos em diferentes etapas judiciais

Um levantamento da Coordenadora de Advogados do Paraguai (COAPY) e da organização Somos Anticorrupción Py reúne 21 nomes ligados ao Partido Colorado (ANR), entre eles ex-senadores, ex-deputados, ex-governadores e ex-intendentes. Segundo a lista, seis pessoas têm condenações definitivas, cinco foram condenadas sem sentença definitiva e dez ainda não tiveram condenação definitiva. Os casos incluem processos à espera de julgamento oral ou de audiência preliminar.

O caso mais recente incorporado é o do ex-senador Hernán Rivas, condenado a oito anos de prisão por produção mediata e uso de documentos públicos com conteúdo falso. A reportagem informa também que o tribunal constatou a falsidade de seu diploma universitário de advogado e o apontou como “aluno fantasma”.

Entre as seis condenações definitivas citadas pela lista está a do ex-presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural e da Terra (Indert), Justo Pastor Cárdenas, sentenciado a sete anos por enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro. Também aparecem o ex-senador Víctor Bogado, no caso “Niñera de oro”, por cobrança indevida de honorários e fraude; o ex-governador de Central Hugo Javier González, por lesão de confiança; e Eladio Ramón Alcaraz. O ex-intendente de Lambaré Roberto Cárdenas Ramírez foi condenado por lesão de confiança e cumpre pena principal de oito anos na Penitenciária Nacional de Tacumbú, segundo a reportagem.

O ex-senador Erico Galeano, ligado a Honor Colorado — movimento do Partido Colorado liderado pelo ex-presidente Horacio Cartes —, tem condenação de 13 anos por lavagem de dinheiro e associação criminosa relacionada ao narcotráfico e à operação A Ultranza Py. A lista classifica a condenação como firme e registra uma ação de inconstitucionalidade pendente.

Entre as cinco sentenças sem decisão definitiva está a de Oscar “Ñoño” Núñez, irmão do deputado Basilio “Bachi” Núñez: condenado em primeira instância a 11 anos, ele aguarda a apelação em prisão domiciliar. O ex-senador Ulises Quintana tem julgamento oral pendente em uma causa relacionada à Lei 1.340, que trata da repressão ao tráfico ilícito de drogas. O ex-governador de Guairá Rodolfo Friedmann também aguarda julgamento oral, em processo por lavagem de dinheiro e outros delitos; para o ex-legislador Orlando Gabriel Arévalo, a audiência preliminar está pendente.

A relação inclui ainda casos em etapas variadas envolvendo Patricia Corvalán, ex-intendenta de Quyquyhó; Óscar Andrés Rodríguez, ex-intendente de Assunção; Tomás Olmedo, ex-intendente de Ñemby; e Gustavo Adolfo Rodríguez, ex-intendente de San Pedro de Ycuamandyyú. Hernán Adolar Schlender e Víctor Bernardo Garay Olmedo são citados separadamente, ambos como ex-intendentes de Jesús de Tavarangüé. A situação de Óscar Rubén González Chaves, ex-vereador de Luque e filho do ex-senador Óscar González Daher, está em reconfiguração após decisão recente da Corte Suprema de Justiça.

Os números retratam situações judiciais distintas, não 21 condenações. A lista distingue seis condenações definitivas, cinco sentenças recorríveis e dez casos sem condenação definitiva; essas categorias não são necessariamente excludentes. A situação de cada pessoa depende da etapa indicada para seu caso.

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Fontes (1)

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