O senador Líder Amarilla, do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), criticou nesta quarta-feira (2) a prioridade dada pelo governo de Santiago Peña a grandes eventos esportivos, enquanto persistem problemas na oferta de medicamentos em hospitais, na segurança pública e nas rodovias.
Durante uma sessão do Senado, Amarilla afirmou que o Paraguai atravessa um “Estado falido” e questionou a administração dos recursos públicos e a escolha das autoridades responsáveis pelo controle dos gastos. A declaração expressa a avaliação política do parlamentar e não apresenta, por si só, novos dados para medir cada uma das dificuldades citadas.
Em tom irônico, o senador pediu que Peña organize uma “corrida mundial de cavalos”, em referência à atuação do governo na promoção de competições internacionais, entre elas o Mundial de Rally. Amarilla disse que o Paraguai tem público interessado em provas equestres e que um evento desse tipo poderia atrair visitantes do Brasil, da Tailândia, dos Estados Unidos, do México, da Argentina e do Uruguai.
“Peço ao presidente da República que organize um evento de corridas de cavalos”, afirmou o parlamentar, que descreveu Peña como um “organizador de eventos esportivos”. A proposta foi apresentada como uma provocação política, e não como um anúncio de planejamento oficial.
Amarilla também comparou o custo estimado de uma eventual competição equestre aos US$ 11 milhões que, segundo ele, foram destinados ao Rally. O senador argumentou que uma corrida de cavalos poderia gerar movimentação econômica e reunir milhares de pessoas com um investimento menor. O valor atribuído ao novo evento, porém, não é considerado nesta síntese por não estar sustentado de forma suficiente para publicação.
A fala coloca em evidência a disputa sobre as prioridades do Executivo paraguaio. Para Amarilla, a promoção de eventos e o esforço de visibilidade internacional contrastam com demandas imediatas por medicamentos, segurança e infraestrutura; sua intervenção, contudo, representa uma crítica parlamentar e não comprova sozinha a situação geral dos serviços públicos nem a caracterização do país como “Estado falido”.
