Paraguai planeja primeiro reator nuclear em cinco anos após acordo com EUA

O Paraguai planeja ter seu primeiro microrreator nuclear em operação em cerca de cinco anos, após acordo com os EUA, com custos variando de US$ 50 milhões a US$ 4 bilhões para reatores modulares que poderão superar a capacidade da usina Acaray.

Paraguai planeja primeiro reator nuclear em cinco anos após acordo com EUA

O Paraguai poderá ter seu primeiro microrreator nuclear em operação em cerca de cinco anos, com reatores pequenos modulares (SMR) seguindo em uma década. As estimativas preliminares são da Autoridade Reguladora Radiológica e Nuclear (ARRN), após a assinatura de um memorando de entendimento com os Estados Unidos para o desenvolvimento de energia nuclear civil.

Os custos de instalação, baseados no mercado norte-americano e canadense, variam drasticamente. Um microrreator pode custar de US$ 50 milhões a US$ 120 milhões, enquanto um SMR comercial completo pode exigir um investimento de até US$ 4 bilhões para a primeira unidade.

Em termos de capacidade, um microrreator gera cerca de 5 MW de energia. Já um SMR pode produzir entre 300 MW e 345 MW. Para comparação, a usina hidrelétrica Acaray tem uma capacidade instalada total de 210 MW, o que significa que um único SMR poderia superar sua produção em até 64%.

Empresas como GE Hitachi Nuclear Energy, TerraPower (de Bill Gates), NuScale Power, X-energy, Westinghouse e Terrestrial Energy estão entre as desenvolvedoras dessa tecnologia. A ARRN indicou que a aposta paraguaia está na aquisição de reatores dos EUA ou do Canadá, que poderão ser implementados tanto no setor público quanto no privado, com a possibilidade de vender excedentes para a Administração Nacional de Eletricidade (ANDE).

Esses reatores modulares operam com sistemas de segurança passiva, baseados em fenômenos físicos como a gravidade, que garantem o resfriamento do núcleo sem necessidade de energia elétrica externa ou intervenção humana. Os requisitos de espaço são significativamente menores: um SMR precisa de 5 a 20 hectares, enquanto um microrreator pode ocupar uma área equivalente a uma quadra de basquete ou a um contêiner de carga.

A operação também é mais enxuta, exigindo entre 30 e 70 técnicos por turno, graças à alta automação, em contraste com os mais de 500 a 1000 profissionais necessários em uma grande central nuclear convencional. A vida útil projetada para os SMRs é de 60 a 80 anos, com ciclos de recarga de combustível que variam de 3 a 10 anos.

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Fontes (1)

Atualizado: 9 de ago. de 2026, 01:00