Paraguai registra segunda deflação seguida com queda em alimentos e combustíveis

O Paraguai registrou sua segunda deflação mensal consecutiva em julho, com queda de 0,1% no IPC impulsionada principalmente pela redução nos preços de alimentos e combustíveis, enquanto a inflação interanual atingiu seu nível mais baixo em vários anos.

Paraguai registra segunda deflação seguida com queda em alimentos e combustíveis

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do Paraguai registrou uma deflação de 0,1% em julho, marcando o segundo mês consecutivo de variação negativa, após a queda de 0,3% observada em junho. Os dados foram divulgados pelo Banco Central do Paraguai (BCP). Com esse resultado, a inflação acumulada no ano chegou a 1,8%, abaixo dos 3,3% do mesmo período de 2025, enquanto a taxa interanual caiu para 1,6%, o nível mais baixo em vários anos.

O comportamento do índice em julho foi impulsionado principalmente pelas quedas de preços nos alimentos e nos combustíveis. No setor de carnes, destacaram-se as reduções na carne bovina (-0,9%) e na carne suína (-1,3%), com cortes como costela de primeira e vazio apresentando os maiores abatimentos, impulsionados por uma maior oferta devido ao aumento da frigorificação. Também caíram os preços de hortaliças e tubérculos frescos (-2,0%), ovos (-3,6%), leite líquido, massas alimentícias e arroz.

Os combustíveis registraram uma baixa média de 2,5%, com reduções no gasóleo comum, gasóleo aditivado e nos tipos de gasolina. Segundo o BCP, esse movimento refletiu a queda nos preços internacionais do petróleo entre o final de junho e a primeira quinzena de julho, embora a instituição tenha alertado para a persistência de volatibilidade devido a tensões geopolíticas no Oriente Médio. Gustavo Cohener, gerente de Estatísticas Econômicas do BCP, explicou que a queda nos combustíveis teve uma incidência de -0,2 pontos percentuais no resultado geral do mês.

Outro fator deflacionário significativo foi a apreciação do guarani frente ao dólar, que barateou bens duráveis importados, como automóveis, eletrodomésticos e produtos eletrônicos. O dólar chegou a fechar o período cotado a G 6.000, acumulando uma desvalorização de cerca de 20% ante a moeda local no ano.

Por outro lado, os serviços apresentaram alta de 0,4%, atenuando a queda geral do índice. Registraram aumentos as refeições consumidas fora do lar (1,9%), serviços domésticos, cabeleireiro, pacotes turísticos e análises laboratoriais. A inflação núcleo, que exclui itens voláteis como alimentos frescos e combustíveis, ficou estável em 0,0% no mês e em 1,5% na comparação interanual, indicando uma tendência de fundo de estabilidade de preços.

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Fontes (6)

Atualizado: 4 de ago. de 2026, 01:30