Senado envia ao BCP 31 perguntas sobre operações e supervisão do Ueno Bank

O Senado do Paraguai enviou ao Banco Central 31 perguntas sobre operações do Ueno Bank e a supervisão exercida, incluindo transações com empresas ligadas ao Grupo Vázquez, a venda de uma carteira de US$ 35 milhões e possíveis medidas corretivas, com prazo de 15 dias para resposta.

Senado envia ao BCP 31 perguntas sobre operações e supervisão do Ueno Bank

O Senado do Paraguai encaminhou ao Banco Central do Paraguai (BCP) um pedido de informe com 31 perguntas sobre o Ueno Bank, incluindo operações com empresas vinculadas, venda de carteira de crédito, depósitos públicos e a atuação da Superintendência de Bancos. O banco central terá 15 dias para responder, após a aprovação do requerimento apresentado pelos senadores Antonio Barrios, Basilio Núñez e Natalicio Chase.

O objetivo declarado é verificar se o Ueno ultrapassou limites prudenciais previstos para transações com partes relacionadas e se o órgão supervisor adotou as medidas corretivas exigidas. Chase afirmou que o pedido não parte de uma conclusão sobre risco para o dinheiro público, mas busca confirmar se as regras foram cumpridas.

Entre os pontos solicitados estão os limites aplicáveis a pessoas vinculadas, os critérios para uma venda de carteira ser considerada válida e a definição de financiamento indireto proibido. Os senadores também perguntam o que ocorre quando um excesso permanece por mais de dez dias consecutivos, quantos planos de regularização foram exigidos no sistema financeiro desde 2020 e quais sanções foram aplicadas nos últimos 24 meses.

O requerimento cita operações envolvendo Mowi S.A., Grupo M5 S.A., Grupo Hendys S.A., Tuiú S.A., Franade S.A. e Aime S.A. Corredores de Seguros. Também pede informações sobre garantias, capacidade de pagamento, destino dos recursos e relatórios de inspeção e monitoramento do Ueno produzidos desde janeiro de 2025.

Um dos negócios sob questionamento é a venda de carteira do Ueno à Vinanzas S.A., no valor de US$ 35 milhões e G. 36,9 bilhões. O Senado quer saber se a Superintendência verificou a transferência dos recursos no mesmo dia e se concluiu que a operação foi efetivamente uma venda de carteira ou se poderia caracterizar financiamento indireto.

O texto ainda aborda a emissão de títulos de dívida de Itti S.A.E.C.A., Grupo Vázquez S.A. e do próprio banco, adquiridos por Technoma S.A. e Factopar S.A. Os parlamentares pedem a análise feita pelo BCP e a destinação dos valores. Também questionam uma exceção contábil concedida após a absorção do Visión Banco e o possível efeito de sua reversão sobre os indicadores de solvência.

Registros oficiais mencionados no requerimento associam parte das empresas ao Grupo Vázquez. A Resolução nº 69/2024 da Comissão Nacional da Competência autorizou a aquisição, pela Itti, de 50% do Grupo M S.A., dono da Pagopar, e de 55% do Grupo Hendy S.A., proprietário da plataforma Hendyla. Relatórios de classificação de risco também registram participações do conglomerado em empresas citadas no pedido, embora a presença de uma empresa em documentos societários não prove, por si só, irregularidade nas operações bancárias.

Os senadores pediram ainda informações sobre um memorando de 10 de julho de 2026, assinado pelo gerente de Supervisão Fernando Rivarola, incluindo seu trâmite dentro do BCP e eventual divergência entre a área técnica e a decisão da Superintendência. O questionário pergunta se houve plano de regularização, medidas cautelares, processo sancionador ou parecer jurídico sobre as operações.

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Fontes (4)

Atualizado: 9 de set. de 2026, 08:32