O Cerneco rejeita o aumento de impostos no Paraguai e defende priorizar o combate à evasão fiscal, a revisão de gastos públicos e reformas na Caixa Fiscal antes de elevar a cobrança, citando a informação não verificada de Bendaña de que cerca de 50% dos empresários não pagariam tributos.
Caja Fiscal
Cobertura da Pytagua mencionando Caja Fiscal.
Presidente Santiago Peña completa três anos de governo no Paraguai com crescimento econômico, obtenção do grau de investimento e aumento de investimentos estrangeiros, mas enfrenta déficit fiscal crescente, dívida pública em alta e desafios estruturais em áreas como arrecadação, reformas previdenciárias e fragilidade institucional.
O governo paraguaio projeta um déficit fiscal de 3,9% do PIB e uma nova dívida de US$ 600 milhões para 2027, plano que é criticado por especialistas e pelo presidente do Congresso como fiscalmente irresponsável e insustentável sem cortes de gastos e reformas.
Gastos obrigatórios consumiram 81% dos impostos no primeiro semestre de 2026, enquanto a Moody's manteve a nota do país mas alertou que atrasos em pagamentos expõem fragilidades na gestão das finanças públicas.
O déficit da Caja Fiscal do Paraguai atingiu US$ 216 milhões no primeiro semestre de 2026, financiado pelo Tesouro Nacional, com os setores militar, policial e docente como os maiores responsáveis, enquanto uma reforma aprovada pelo presidente Santiago Peña é considerada uma solução paliativa.
O gasto com salários na Administração Central do Paraguai cresceu 8,3% até maio de 2026 e já representa 53% da arrecadação fiscal, enquanto a receita tributária avançou apenas 1,2%, levando o governo a anunciar medidas de austeridade.
O governo do Paraguai promulgou o Decreto N° 6120/2026 para implementar medidas de austeridade em 2026, mas analistas alertam que cortes pontuais são insuficientes e defendem reformas estruturais em compras públicas, gestão do emprego público, dívida com fornecedores e o déficit da Caja Fiscal.