A Aneaes afirmou no julgamento de Hernán Rivas que o curso de Direito da Universidad Sudamericana não estava registrado no Cones nem acreditado, enquanto testemunhas relataram aspectos da formação do ex-senador e o Ministério Público questionou datas de documentos acadêmicos.
Consejo Nacional de Educación Superior
Cobertura da Pytagua mencionando Consejo Nacional de Educación Superior.
O Paraguai ficou entre os piores desempenhos latino-americanos na PISA 2025, com quedas em leitura, ciências e matemática, enquanto Hermenegildo Cohene Velázquez foi nomeado para presidir o Conselho Nacional de Educação Superior no lugar de Luis Fernando Ramírez.
O Ministério do Interior do Paraguai projeta elevar o efetivo da Polícia Nacional a 42.611 agentes até dezembro de 2026, com 5.000 novos formandos, reforço da formação e dos controles internos, enquanto o ministro Enrique Riera reconhece que a expansão não elimina a sensação de insegurança.
O Ministério Público do Paraguai pediu à Justiça a anulação de 144 diplomas docentes comprovadamente falsos e o posterior cancelamento das matrículas profissionais, em investigação que reúne 525 documentos suspeitos e pode responsabilizar beneficiários, instituições e funcionários públicos envolvidos.
O MEC do Paraguai restringiu o registro de diplomas sem acreditação e lançou o RUE-ES enquanto o julgamento de Hernán Rivas expõe que seu título de advogado foi registrado em seis minutos após suposta “ordem superior”, apesar de irregularidades, alegação negada pelo ex-ministro Eduardo Petta.
O Ministério da Educação do Paraguai está criando um registro criptográfico de diplomas com blockchain após um escândalo interno que revelou centenas de documentos falsos.
Uma investigação sobre diplomas universitários falsos no Paraguai, que já apura suspeitas envolvendo mais de 300 funcionários públicos locais, incluindo altos cargos, estendeu-se ao Brasil com a apuração de centenas de títulos emitidos por uma instituição sem autorização.
O escândalo de diplomas falsos no Paraguai, com mais de 250 fraudes confirmadas e suspeitas sobre 1.500, expõe uma crise estrutural no ensino superior que levou à intervenção em universidades e envolve investigações parlamentares e do Ministério Público.
A saída de Zulma Díaz Penayo da direção de Universidades do MEC se somou a críticas sobre supervisão, credenciamento e transparência no sistema universitário paraguaio. O caso dos títulos falsos abriu um debate mais amplo sobre controles públicos e confiança nos diplomas.
O MEC intervino no Instituto Técnico Superior de Gestão Privada San Expedito, em Horqueta, no departamento de Concepción, para investigar cerca de 1.800 títulos docentes suspeitos de falsificação em uma auditoria com prazo de 45 dias.
O Ministério de Educação e Ciências (MEC) denunciou ao Ministério Público 145 títulos falsos de docentes após auditoria interna que identificou cerca de 1.500 diplomas de autenticidade duvidosa, enquanto especialistas apontam que o esquema pode ser muito maior e atribuem o problema ao credencialismo e à falta de controle do Conselho Nacional de Ensino Superior (Cones).
O Senado do Paraguai instalou uma comissão especial para investigar um esquema de cerca de 100 mil títulos universitários irregulares emitidos entre 2023 e 2025, dos quais aproximadamente 60% correspondem a cursos sem certificação de qualidade, tendo como primeira instituição investigada a Universidad Sudamericana, de onde egresou o ex-senador Hernán Rivas.
O Senado adiou a criação da Universidade Smartum por falta de parecer vinculante do Conselho Nacional de Educação Superior (CONES), conforme exige a lei.
A Aneaes divulgou que, das 53 graduações em Farmácia e Farmácia e Química habilitadas pelo Cones no Paraguai, apenas 4 possuem acreditação vigente (7,5%), e que, dos 1.364 diplomas emitidos pelo MEC entre 2023 e maio de 2026, 76,3% correspondem a cursos sem acreditação concluída.
Cientistas paraguaios enviaram uma carta ao presidente Santiago Peña e ao Congresso Nacional alertando sobre a proliferação de programas de doutorado de baixa qualidade no Paraguai, apontando problemas como conflitos de interesse no Conselho Nacional de Educação Superior (Cones), falta de rigor acadêmico e deficiências na avaliação e acreditação desses programas pela Agência Nacional de Avaliação e Acreditação da Educação Superior (Aneaes).