Quase 150 marcas argentinas já abriram estabelecimentos no Paraguai, impulsionadas por um cenário econômico que oferece vantagens fiscais, estabilidade monetária e um crescimento anual do setor de franquias entre 15% e 20%. A expansão é vista como uma estratégia de diversificação de riscos e geração de receita em uma moeda forte, o guaraní.
O clima de negócios paraguaio se apoia em pilares como o sistema tributário simplificado conhecido como "Triple 10", que estabelece alíquotas de 10% para o IVA, o Imposto de Renda Empresarial (IRE) e o Imposto de Renda Pessoal (IRP). A estabilidade do guaraní e custos operacionais competitivos, como energia elétrica barata e mão de obra jovem, permitem um retorno do investimento em prazos que variam de 24 a 36 meses.
A penetração das marcas ocorre por meio de diferentes modelos de negócio. Grandes corporações locais adquirem direitos exclusivos como máster franquicias para marcas como Mostaza e Café Martínez. Outros investidores optam por formatos multi-unit para operar várias lojas em regiões específicas, enquanto modelos de baixo custo, como a rede de sorvetes Grido e a Eddis Educativa, facilitam uma expansão rápida para cidades do interior como Ciudad del Este, Encarnación e Coronel Oviedo.
Os valores de investimento inicial variam significativamente. A Grido, por exemplo, requer um capital entre US$ 20 mil e US$ 35 mil, além de um canon de ingresso de até US$ 3 mil. Já o Café Martínez demanda um investimento em obra e equipamentos entre US$ 160 mil e US$ 175 mil. No topo está a Mostaza, com custos que podem superar US$ 700 mil para formatos com drive-thru, incluindo um canon de ingresso de até US$ 60 mil e regalias mensais de 6% sobre o faturamento.
Esta integração econômica gera sinergias: as empresas argentinas aportam know-how operacional e valor de marca, enquanto os sócios paraguaios contribuem com capital, gestão local e conhecimento do mercado, criando uma relação de benefício mútuo para a consolidação dessas franquias no país.
