O Ministério Público do Paraguai abriu uma investigação criminal para apurar denúncia do Ministério de Tecnologias da Informação e Comunicação (Mitic) sobre supostos acessos indevidos a sistemas informáticos do Estado. O fiscal geral Emiliano Rolón designou a agente fiscal especializada em Delitos Informáticos, Irma Llano, para conduzir as investigações.
A denúncia foi apresentada pelo ministro Gustavo Villate em 13 de julho, seguindo uma declaração conjunta dos governos do Paraguai e Estados Unidos emitida em 10 de julho. A declaração alertava sobre a infiltração de sistemas estatais paraguaios por múltiplos agentes de ameaça vinculados ao governo chinês, detetada durante uma revisão conjunta de cibersegurança.
O caso também faz referência a uma investigação de 2024 que identificou o grupo de ciberespionagem Flax Typhoon, atribuído por ambos os governos a atores com ligações à China. A China negou as acusações e as classificou como calúnias.
Desde que Villate assumiu o Mitic, registraram-se vários ataques cibernéticos contra sistemas governamentais, incluindo o portal de acesso à informação pública, com grupos de hackers anónimos a reivindicarem o roubo de dados de cidadãos paraguaios.
